sexta-feira, 24 de maio de 2013

Batuque gaúcho!


                                                    O batuque revela uma faceta pouco conhecida da região Sul do  Brasil.  
Quando falamos sobre o Rio Grande do Sul, é comum que as pessoas logo façam referência à significativa influência que a colonização de alemães, italianos, poloneses e outros europeus teve na história desse lugar. Apesar de correta, esta referência acaba por homogeneizar a cultura gaúcha, deixando em segundo plano, a grande contribuição que os negros tiveram não só na economia, mas como também em outras práticas culturais e religiosas do lugar.

Entre outras marcas fazemos menção especial sobre o batuque, uma prática religiosa que floresceu entre a queda da indústria do charque e a chegada de escravos ao ambiente urbano da capital Porto Alegre. Nos meados do século XIX, esse deslocamento fez com que vários negros tivessem mais tempo
para desenvolver suas práticas religiosas. Mediante as possibilidades de desenvolvimento de uma fé própria, o Estado logo foi se transformando em espaço para diversos cultos de influência africana.

Além das religiões afro mais conhecidas, a região sul particularizou-se na história das religiões brasileiras com o surgimento do batuque. O desenvolvimento dessa crença acontece em templos que levam o nome de casa de batuque. Cada uma delas se organiza sob a liderança de um sacerdote que assume a condição de pai ou mãe de santo. Tendo ampla autoridade em seu templo, os sacerdotes das casas de batuque costumam criar uma rede de relações ao visitarem seus templos.

Não tendo interesse em sua ampla disseminação, os praticantes do batuque guardam a crença para que seus inimigos não tomem conhecimento desse seu dote místico. Ao se filiar a uma casa de batuque, o convertido se aproxima dos dois orixás que guiam a sua vida, sendo que um é responsável pelo corpo e outro pela mente. Assim como em outras religiões, o batuqueiro tem a preocupação de realizar oferendas e homenagens aos orixás que o protegem.

As oferendas desenvolvidas no batuque exigem o oferecimento de alimentos e de sangue animal, que geralmente é derramado na cabeça do praticante e no ocutá (uma espécie de pedra que representa o orixá). Do ponto de vista simbólico, essa ação busca alimentar os orixás, para que, assim, eles estejam fortes o suficiente para proteger os seus filhos humanos.

Esse é apenas um dos eventos que acontecem nas cerimônias do batuque. Primeiramente, os praticantes reservam um dia para o serão, que envolve o sacrifício dos animais e a preparação dos alimentos que compõem a cerimônia. No sábado, uma grande reunião é feita para que os alimentos sejam consumidos em grupo. Na outra semana, a mesma preparação é feita com o sacrifício de peixes e a evocação de cânticos entoados ao som dos tambores.

Entre os ritos que singularizam o batuque, a chamada “balança estabelece o transe de vários praticantes que incorporam as divindades. Nesse instante, o possuído muda o seu comportamento ao realizar danças que fazem clara referência aos mitos que determinam o orixá representado. Antes somente praticado por negros, o batuque hoje se mostra presente entre brancos e pessoas oriundas de classes sociais mais abastadas.

Importante símbolo de nossa diversidade, o batuque gaúcho veio a incorporar outras influências locais, ao determinar que alguns orixás se alimentem de pratos típicos, como a polenta, o mieró e o churrasco. Mais curioso ainda, é ver que os batuqueiros homens utilizam a bombacha como uniforme. De fato, o batuque assimila vários ícones que extrapolam os elementos de origem ou significação africana. 

A grande presença de despachos e lojas que comercializam materiais ritualísticos afro-brasileiros mostra um conflito na sociedade rio-grandense. Afinal de contas, o desconhecimento de tais práticas estabelece um esforço para que o batuque seja dizimado e, ao mesmo tempo, expõe a resistência dos grupos que se valem dessa proteção espiritual. Talvez seja por tal razão que o compositor Caetano Veloso recentemente compôs um verso dizendo que “a verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul.


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O Exorcismo!

                                                 São vários os relatos de exorcismo ao longo da história do homem.
Exorcismo é o ato de expulsar ou expelir demônios ou espíritos malignos geralmente de pessoas; podendo existir casos envolvendo lugares ou objetos. Segundo a visão religiosa, o ritual de exorcismo só ocorre quando constatada a possessão demoníaca (pelo diabo ou seus anjos). Esse ritual é praticado por padres católicos, há relatos de que outras culturas também realizavam rituais semelhantes a esse. Atualmente, a Igreja Católica Romana ainda acredita em possessões diabólicas e seus sacerdotes realizam o “exorcismo real”, um ritual de 27 páginas onde se utiliza água-benta, preces e relíquias (ou símbolos cristãos) com o objetivo de expulsar demônios ou espíritos malignos. Existem igrejas protestantes que também acreditam em possessão demoníaca e praticam um ritual de expulsão desses espíritos, porém, diferente do catolicismo, o protestantismo executa a expulsão unicamente pelo uso do nome de Cristo e de palavras proféticas. Na Igreja Católica são praticados três tipos de exorcismo:
• Exorcismo batismal: é o ato de abençoar a criança antes do batismo com o objetivo de purificá-la do mal.
• Exorcismo simples: é o ato de abençoar um objeto ou lugar para acabar com toda e qualquer influência maligna.
• Exorcismo real: é o ato de expulsar Lúcifer e seus anjos de um ser humano. 

Processo de Exorcismo

As vestes de “Padre Moore’’ do filme “O Exorcismo de Emily Rose” retrata como 
o exorcista deve se apresentar no Rituale Romanum (Ritual Romano).

Quando chegam à Igreja relatos de que existe um possível caso de possessão diabólica, começa o processo de investigação. Procedimento necessário para esclarecer se a pessoa sofre de algum problema de saúde mental, pois todas as hipóteses humanas são investigadas. Estabelecido que se trata realmente de um caso de possessão verdadeira, a Igreja indica um exorcista, esse normalmente é o mesmo padre que realizou a investigação. No ritual (Rituale Romanum), o padre exorcista deve se confessar ou, pelo menos, obter um ato de contrição (arrependimento ou dor profunda por ter ofendido a Deus). Ele veste sua sobrepeliz e a estola roxa, faz o sinal da cruz em si mesmo e nos demais 
envolvidos no ritual, depois joga água-benta em todos e no recinto, isso serve para preparar o exorcista, as pessoas presentes e o local. Tudo sido feito corretamente, o ritual tem início com a chamada Ladainha dos Santos, em que o exorcista recita a ladainha e todos os presentes devem responder com fé e convicção.

Além da Ladainha dos Santos o padre lê o salmo 53, dá os comandos ao espírito que se encontra dentro do possuído. Todos leem todas as lições do evangelho e a parte mais importante do exorcismo que é quando o padre lê as palavras de expulsão de Lúcifer e seus anjos. Cantam o Cântico de Nossa Senhora (Lucas 1: 46-55) e falam a Oração após a libertação.

O ex-padre jesuíta e autoproclamado exorcista, Malachi Martin, diz que o exorcismo possui estágios típicos: 

• Presunção: Lúcifer esconde sua verdadeira face; 
 Ponto Fraco: Lúcifer revela-se; 
• Conflito: há uma disputa entre o exorcista e Lúcifer pela alma do possuído; 
• Expulsão: a batalha é vencida pelo sacerdote, Lúcifer abandona o corpo do possuído.

Qualquer ritual igual ou semelhante ao do exorcismo deve ser praticado unicamente por pessoas capacitadas, além de ser necessária uma investigação a fim de eliminar todas as possibilidades terrenas, para usar os recursos religiosos. Lembrando que já tivemos casos de morte durante a tentativa de exorcismo católico e protestante.



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Carma e samsara!

O alcance do nirvana é uma das grandes aspirações de alguns seguidores das religiões: brâmanes e védicas.

Elementos comuns em grande parte das religiões indianas, carma e samsara são conceitos fundamentais na compreensão da existência humana para determinadas religiões, como o hinduísmo, jainismo, siquismo e budismo. Na verdade, observando a significância de cada um deles, podemos ver que carma e samsara operam em conjunto na interpretação da vida e do processo de elevação espiritual.

De modo mais amplo, o carma funciona como uma espécie de lei de causa e efeito, no qual cada atitude, assimilada durante a vida, tem peso vital para as características a serem assumidas em uma próxima existência. Em outros termos, isso significa dizer que as características localizadas em sua existência atual são o resultado das escolhas e atitudes tomadas em outras vidas anteriormente assumidas.

Ao perceber os sucessivos renascimentos que o carma estabelece, observamos o desenvolvimento do samsara. Negando uma visão linear e progressiva, o samsara engloba todo o ciclo de renascimentos que um indivíduo assume. Na medida em que continua tomado por insatisfações e desejos, o indivíduo fica preso a esse ciclo de renascimentos. Conforme consolida bons carmas, ele pode superar esse processo circular com o alcance do nirvana.

Segundo cada tradição religiosa indiana, vemos que a reencarnação e o carma assumem lugares relativamente diferentes. Para os hindus, a alma é vista como um dado concreto e que migra ao longo do tempo em busca da salvação. Já os budistas renegam a identificação de uma alma estável para defender o princípio de que a carga dos carmas é que se transporta ao longo das existências assumidas. Por outro lado, os jainistas pregam que o carma seja uma substância atômica integrante da alma.

Quando atinge o nirvana, o seguidor de uma dessas religiões supera o sofrimento e o ciclo de renascimentos que se perpetuaram pelo samsara. A superioridade da existência vivida no nirvana é de uma magnitude tão elevada, que nenhum tipo de descrição terrena seria capaz de explicar suas características. Sendo um tipo de elevação inimaginável, ela não pode ser equiparada ao alcance da vida eterna, prestigiado em certas religiões.


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As religiões afro-brasileiras e o sincretismo!



Durante o processo de colonização do Brasil, notamos que a utilização dos africanos como mão de obra escrava estabeleceu um amplo leque de novidades em nosso cenário religioso. Ao chegarem aqui, os escravos de várias regiões da África traziam consigo várias crenças que se modificaram no espaço colonial. De forma geral, o contato entre nações africanas diferentes empreendeu a troca e a difusão de um grande número de divindades.

 Mediante essa situação, a Igreja Católica se colocava em um delicado dilema ao representar a religião oficial do espaço colonial. Em algumas situações, os clérigos tentavam reprimir as manifestações religiosas dos escravos e lhes impor o paradigma cristão. Em outras situações, preferiam fazer vista grossa aos cantos, batuques, danças e rezas ocorridas nas senzalas. Diversas vezes, os negros organizavam propositalmente suas manifestações em dias-santos ou durante outras festividades católicas.
Do ponto de vista dos representantes da elite colonial, a liberação das crenças religiosas africanas era interpretada positivamente. Ao manterem suas tradições religiosas, muitas nações africanas alimentavam as antigas rivalidades contra outros grupos de negros atingidos pela escravidão. Com a preservação desta hostilidade, a organização de fugas e levantes nas fazendas poderia diminuir sensivelmente.

Aparentemente, a participação dos negros nas manifestações de origem católica poderia representar a conversão religiosa dessas populações e a perda de sua identidade. Contudo, muitos escravos, mesmo se reconhecendo como cristãos, não abandonaram a fé nos orixás, voduns e inquices oriundos de sua terra natal. Ao longo do tempo, a coexistência das crendices abriu campo para que novas experiências religiosas – dotadas de elementos africanos, cristãos e indígenas – fossem estruturadas no Brasil.

É a partir dessa situação que podemos compreender porque vários santos católicos equivalem a determinadas divindades de origem africana. Além disso, podemos compreender como vários dos deuses africanos percorrem religiões distintas. Na atualidade, não é muito difícil conhecer alguém que professe uma determinada religião, mas que se simpatize ou também frequente outras.

Dessa forma, observamos que o desenvolvimento da cultura religiosa brasileira foi evidentemente marcado por uma série de negociações, trocas e incorporações. Nesse sentido, ao mesmo tempo em que podemos ver a presença de equivalências e proximidades entre os cultos africanos e as outras religiões estabelecidas no Brasil, também temos uma série de particularidades que definem várias diferenças. Por fim, o sincretismo religioso acabou articulando uma experiência cultural própria.

Não cabe dizer que o contato entre elas acabou designando um processo de aviltamento de religiões que aqui apareceram. Tanto do ponto de vista religioso, quanto em outros aspectos da nossa vida cotidiana, é possível observar que o diálogo entre os saberes abre espaço para diversas inovações. Por esta razão, é impossível acreditar que qualquer religião teria sido injustamente aviltada ou corrompida.


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A concepção do purgatório!

                       O purgatório era uma questão antiga do cristianismo e já existia em outras religiões

.Como bem se sabe, a questão da vida após a morte era um dos temas de grande preocupação para a maioria dos cristãos do tempo medieval. As privações, angústias, pecados e sacrifícios feitos em vida poderiam determinar o tormento dos infernos ou o regozijo da vida celestial. Era mediante esses dois caminhos que o homem se via sem nenhuma garantia sobre os seus destinos de ordem sobrenatural.

Mas, afinal de contas, seria possível determinar quais pessoas iriam para o céu ou para o inferno, tendo em vista que todos os homens estavam sujeitos a cometer falhas em vida? 
Como seria possível quantificar, por exemplo, que um indivíduo tivesse ou não pecado o suficiente para então ser condenado ao inferno? Será que apenas os santos ou os que viviam em vida plenamente casta é que tinham sua entrada aos céus garantida? As dúvidas pareciam já não ter fim.

No século IV d.C., Santo Agostinho olhava para essas questões buscando imaginar ou projetar um meio termo entre a condenação e a salvação eterna. A seu ver, as pessoas mais inclinadas ao pecado deveriam ser condenadas ao inferno. Contudo, caso as orações dos vivos em seu favor tivessem força, ele poderia ter o seu sofrimento amenizado pela força divina. Por outro lado, aqueles que tiveram alguns pecados deveriam passar por uma preparação para uma posterior entrada nos céus.

Na fala de Santo Agostinho, percebemos a necessidade de um terceiro destino capaz de repensar o julgamento sempre tão complicado dos atos humanos. Séculos mais tarde, exatamente no ano de 1170, o teólogo francês Pierre le Mangeur empregou a palavra laina purgatorium para descrever uma localidade entre os céus e o inferno. Na condição de entrelugar, diversos artistas ocidentais que imaginaram uma representação do purgatório exploraram elementos de natureza tanto sagrada como demoníaca.

Explorando outras culturas e religiões, vemos que essa terceira via também aparece em outras crenças e religiões. Relatos do século VI a.C., apontam que os hindus acreditavam que seus mortos poderiam ser levados a três lugares diferentes: o mundo da luz ficaria reservado aos justos, as reencarnações punitivas seriam impostas aos que pecavam deliberadamente e os intermediários viviam uma época de tormentas que seria logo substituída por uma série de renascimentos e aperfeiçoamentos.


Consolidada no mundo cristão no século XII d.C., a ideia de purgatório acabou sendo benéfica em um momento em que a própria sociedade medieval começava a extrapolar as ordens tradicionais dos feudos. O renascimento das cidades e o desenvolvimento das atividades comerciais abriram campo para a existência de grupos sociais cada vez mais heterogêneos. Sendo assim, o purgatório tinha a função de abarcar a gama de comportamentos que não se enquadravam na dualidade dos céus e do inferno.


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quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Candomblé!

                                            Dança ritualística que invoca os orixás.

O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil no período em que os negros desembarcaram para serem escravos. Nesse período, a Igreja Católica proibia o ritual africano e ainda tinha o apoio do governo, que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo-os em santos católicos.

Os orixás, para o candomblé, são os deuses supremos. Possuem personalidade e habilidades distintas, bem como preferências ritualísticas. Estes também escolhem as pessoas que utilizam para incorporar no ato do nascimento, podendo compartilhá-lo com outro orixá, caso necessário.

Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros que podem ser de linhagem matriarcal (quando somente as mulheres podem assumir a liderança), patriarcal (quando somente homens podem assumir a liderança) ou mista (quando homens e mulheres podem assumir a liderança do terreiro). A celebração do ritual é feita pelo pai de santo ou mãe de santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança, o tambor é tocado e os filhos de santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem, O ritual tem no mínimo duas horas de duração.

O candomblé não pode ser igualado à umbanda. No candomblé, não há incorporação de espíritos, já que os orixás que são incorporados são divindades da natureza; enquanto na umbanda, as incorporações são feitas através de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns de incorporação. Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.

O Judaísmo!

                                            Candelabro de sete braços, um dos símbolos do Judaísmo.
              
  O judaísmo é a religião monoteísta mais antiga do mundo. Originou-se por volta do século XVIII a.C., quando Deus mandou Abraão procurar a terra prometida. Seu desenvolvimento ocorreu de forma conjunta ao da civilização hebraica, através de Moisés, Davi, Salomão etc., sendo que foram esses dois últimos os reis que construíram o primeiro templo em Jerusalém.

Os judeus acreditam que YHWH (Javé ou Jeová, em português) seja o criador do universo, um ser onipresente, onipotente e onisciente, que influencia todo o universo e tem uma relação especial com seu povo. O livro sagrado dos judeus é o Torá ou Pentateuco, revelado diretamente por Deus. Para o judaísmo, o pecado mais mortal de todos é o da idolatria, ou seja, a prática de adoração a ídolos e imagens.

Os cultos são realizados em templos denominados sinagogas. Os homens usam uma pequena touca, denominada kippa, como forma de respeito para com Deus. Os principais rituais são a circuncisão, realizada em meninos com 8 dias de vida, representando a marca da aliança entre Deus e Abraão e seus descendentes; e o Bar Mitzvah (meninos) e a Bat Mitzvah (meninas), que representam o início da vida adulta.

Os livros sagrados dentro do judaísmo não fazem referência à vida após a morte, no entanto, após o exílio na Babilônia, os judeus assimilaram essa ideia. Na verdade, essas crenças variam conforme as várias seitas judaicas. A base da religião judaica está na obediência aos mandamentos divinos estabelecidos nos livros sagrados, uma vez que, para eles, isso é fazer a vontade de Deus e demonstrar respeito e amor pelo criador.
O judaísmo é a religião monoteísta que possui o menor número de adeptos no mundo, cerca de 12 a 15 milhões.

O Catolicismo!

                            O catolicismo é um dos maiores representantes do cristianismo na contemporaneidade.


O catolicismo é uma das mais expressivas vertentes do cristianismo e, ainda hoje, congrega a maior comunidade de cristãos existente no planeta. Segundo algumas estatísticas recentes, cerca de um bilhão de pessoas professam ser adeptas ao catolicismo, que tem o Brasil e o México como os principais redutos de convertidos. De fato, as origens do catolicismo estão ligadas aos primeiros passos dados na história do cristianismo.
Em sua organização, o catolicismo é marcado por uma rígida estrutura hierárquica que se sustenta nas seguintes instituições: as paróquias, as dioceses e as arquidioceses. Todas essas três instituições são submetidas à direção e ensinamentos provenientes do Vaticano, órgão central da Igreja Católica comandado por um pontífice máximo chamado de Papa. Abaixo de sua autoridade estão subordinados os cardeais, arcebispos, bispos, padres e todo o restante da comunidade cristã espalhada pelo mundo.

Esse traço centralizado da administração eclesiástica católica acabou promovendo algumas rupturas que, de fato, indicam a origem da chamada Igreja Católica Apostólica Romana. Uma das primeiras e fundamentais quebras de hegemonia no interior da Igreja ocorreu no século XI, quando as disputas de poder entre o papa romano e o patriarca de Constantinopla deram origem à divisão entre o catolicismo romano e o catolicismo ortodoxo.

As principais crenças do catolicismo estão embasadas na crença em um único Deus verdadeiro que integra a Santíssima Trindade, que vincula a figura divina ao seu filho Jesus e ao Espírito Santo. Além disso, o catolicismo defende a existência da vida após a morte e a existência dos céus, do inferno e do purgatório como diferentes estágios da existência póstuma. A ida para cada um desses destinos está ligada aos atos do fiel em vida e também determina o desígnio do cristão na chegada do dia do Juízo Final.
A liturgia católica reafirma sua crença através dos sete sacramentos que simbolizam a comunhão espiritual do fiel junto a Deus. Entre esses sacramentos estão o batismo, a crisma, a eucaristia, a confissão, a ordem, o matrimônio e a extrema-unção. A missa é o principal culto dos seguidores do catolicismo. Neste evento, celebra-se a morte e a ressurreição de Cristo; e o milagre da transubstanciação no qual o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue de Cristo. 

Segundo consta nos ensinamentos católicos, a origem de sua igreja está relacionada ao nascimento de Jesus Cristo, líder judeu que promoveu uma nova prática religiosa universalista destinada à salvação de toda a humanidade. Após a morte de Cristo, a principal missão de seus seguidores era pregar os ensinamentos por ele deixados com o objetivo de ampliar o conhecimento de suas promessas. Nessa época, os primeiros cristãos tiveram que enfrentar a oposição ferrenha das autoridades romanas que controlavam toda Palestina.

Entretanto, a crise do Império Romano e a franca expansão dos praticantes dessa nova religião acabaram forçando o império a ceder a essa nova situação no interior de seus territórios. Por isso, ao longo do século IV, o catolicismo se tornou a religião oficial do Império Romano, favorecendo enormemente a expansão dessa religião ao logo de uma vasta região compreendendo a Europa, a África e partes do mundo oriental. Com isso, a Igreja adentra os últimos séculos da Antiguidade com expressivo poder.

Durante a Idade Média, a continuidade do processo de conversão religiosa se estendeu às populações bárbaras que invadiram os domínios romanos e consolidaram novos reinos. Entre esses reinos, destacamos o Reino dos Francos, onde se instituiu uma íntima relação entre os membros do clero e as autoridades políticas da época. A partir de então, a Igreja se tornou uma instituição influente e detentora de um grande volume de terras e fiéis.

A grande presença do catolicismo durante o período medieval começou a sofrer um expressivo abalo quando os movimentos heréticos da Baixa Idade Média e, séculos depois, o Movimento Protestante, questionaram o monopólio religioso e intelectual de seus clérigos. Nessa mesma época, a Igreja reafirmou suas concepções de fé por meio da Contrarreforma, a instalação da Inquisição e a expressiva participação na conversão das populações nativas encontradas no continente americano.

Entre os séculos XVIII e XIX, o poder de intervenção da Igreja em questões políticas sofreu uma grande perda com a eclosão do ideário iluminista e o advento das revoluções liberais. A necessidade de instalação de um Estado laico favoreceu uma restrição das atividades da Igreja ao campo essencialmente religioso. Paralelamente, o surgimento do movimento comunista também estabeleceu outra frente de refutação ao catolicismo quando criticou qualquer tipo de prática religiosa.

No século XX, a Igreja sofreu uma profunda renovação de suas práticas quando promoveu o Concílio de Vaticano II, acontecido durante a década de 1960. Nesse evento – que mobilizou as principais lideranças da Igreja – uma nova postura da instituição foi orientada em direção às questões sociais e injustiças que afligiam os menos favorecidos. Essa tônica social acabou dando origem à chamada Teologia da Libertação, que aproximou os clérigos das causas populares, principalmente na América Latina.

Ultimamente, a ascensão de autoridades mais conservadoras na alta cúpula da Igreja enfraqueceu significativamente esse tipo de aproximação. Em contrapartida, existe um forte movimento que ainda insiste na mudança de alguns preceitos, como o celibato entre os clérigos e o uso de métodos contraceptivos. Com isso, vemos que a trajetória dessa instituição foi marcada por várias experiências que a transformaram ao longo do tempo.


O Budismo!

                                                     
                                                            Estátua de Buda

É uma religião e filosofia fundamentada nos ensinamentos de Buda, e tem aproximadamente 2.500 anos. Ela tenta condicionar a mente de maneira a levá-la à paz, sabedoria, alegria, serenidade e liberdade. O budismo tem por objetivo trabalhar o espiritual do homem, pois um espírito sadio significa um corpo saudável.
Quem foi Buda?

Siddhart Gautama, o Buda, nasceu no século VI a.C., em Kapilavastu, norte da Índia, que hoje corresponde ao Nepal. Ele era um príncipe que, logo após seu nascimento, foi levado pelos seus pais ao templo para ser apresentado aos sacerdotes. Lá surgiu um senhor sábio que havia dedicado sua vida toda à meditação longe da cidade; ele tomou o menino em suas mãos e profetizou "este menino será grande entre os grandes. Será um poderoso rei ou um mestre espiritual que ajudará a humanidade a se libertar de seus sofrimentos.

 Após essa profecia, os pais de Siddhart resolveram criar o filho superprotegido para que ele não optasse por estudos filosóficos como foi profetizado. Aos dezesseis anos, ele se casou com sua bela prima Yasodhara; desse relacionamento nasceu seu único filho, Rahula. Contudo, sempre se mostrou curioso com a vida fora dos portões do palácio, por fim, em um belo dia, decidiu descobrir o que havia do outro lado. Siddhart se chocou com a realidade de seu povo e, aos 29 anos, decidiu buscar uma solução para aquilo que afligia seu coração: o sofrimento humano. Abriu mão de sua família e foi em busca de uma resposta. Foi nesse caminho que ele se tornou Buda, o iluminado.
Fundou a doutrina budista, cujo principal conceito é de que as respostas do homem se encontram em seu interior.


terça-feira, 14 de maio de 2013

As Cinco Maiores Religiões em todo mundo!


Religião é um conjunto de crenças e filosofias que são seguidas, formando diferentes pensamentos. Cada religião tem suas diferenças quanto a alguns aspectos, porém a grande maioria se assemelha em acreditar em algo ou alguém do plano superior e na vida após a morte. Entre a grande quantidade de religiões existentes hoje no mundo, existem aquelas que se sobressaem e conseguem conquistar um grande número de fiéis. São:
Cristianismo: É a maior religião do mundo, com cerca de 2.106.962.000 de seguidores. É monoteísta e se baseia na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré.
Islamismo: Possui aproximadamente 1.283.424.000 fiéis, é a segunda religião mais praticada no mundo. Além disso, é também um sistema que monitora a política, a economia e a vida social.
Hinduísmo: Com cerca de 851.291.000 fiéis, é a terceira maior religião e a mais velha do mundo. A religião se baseia em textos como os Vedas, os Puranas, o Mahabharata e o Ramayama.
Religiões Chinesas: Possui aproximadamente 402.065.000 de seguidores que se baseiam em diversas crenças.

Budismo: Com aproximadamente 375.440.000 fiéis, ocupa o quinto lugar. É uma religião e uma filosofia que se espelham na vida de Buda. Este não deixou nada escrito, porém seus discípulos escreveram acerca de suas realizações e ensinamentos para que seus posteriores fiéis pudessem conhecê-lo.

Deus não tem assessores!

Quem guiou o Espírito do Senhor? Ou como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho do entendimento? ISAIAS 40. 13-14.
      
Para entendermos o papel de um assessor, basta olharmos para a vida de um político em atividade, o assessor é aquele que conversa, que ouve as petições do povo e as leva ao seu chefe, seja ele o vereador, prefeito ou presidente. O assessor é uma espécie de mediador entre o político e as pessoas; muito difícil é pedir alguma coisa a um político pessoalmente, salvo em época de eleições, assim sendo, o assessor torna-se um conselheiro, um orientador e na maioria dos casos é ele quem determina quais petições deverão ser atendidas. Essa é resumidamente a função de uma pessoa que assessora alguém.

A Bíblia, todavia, nos diz claramente através dos versículos acima citados que o nosso Deus não tem assessores e nem conselheiros, que não há ninguém tentando fazer a cabeça dele, ele é livre e sabe o que faz. O fato é que muitos pensam de modo contrário à palavra de Deus, acham que Deus necessita de assessores, de instrutores no juízo e na justiça. É grande o número de religiosos e líderes que creem que para que possamos receber alguma coisa do Senhor temos que conversar primeiro com um assessor, alguém que pensa exercer alguma influência sobre ELE. Segundo a concepção dessas pessoas, Deus tem muitos assessores, e tais assessores também têm uma vontade caprichosa. Para que a petição chegue até Deus, por exemplo, é necessário que se cumpra toda uma liturgia, um rito especial.

Sem falar ainda, que tais mediadores não são como clínicos gerais, não, eles obedecem a uma especificidade enorme, uns só devem ser solicitados quando a causa for realmente impossível, outros somente quando alguém deseja se casar, enfim, poderíamos preencher uma lista infindável com todas as suas especialidades, porque são muitas. Então, segundo alguns, não se deve sair pedindo coisas a qualquer “mediador”, tem que ser aquele que atua naquela área específica. Que complicação, que distorção da verdade.

domingo, 5 de maio de 2013

Mesmo estando longe.





Mesmo longe 

Mesmo eu estando longe
Não  consigo te esquecer
Estás no meu pensamento
no meu coração e no meu ser.


Podes pensar que estás sozinha
Ou que estás só na solidão
Não estarás sozinha
Estás no meu coração.


O meu amor por ti é muito
Amava estar sempre  contigo
Viver o resto da minha vida
Para te poder beijar e abraçar.


Como amava  chegar em casa
Te abraçar e  te beijar muito
Confortar-te nos meus braços
Como era tão bom assim mais e mais te amar.

Suas idas e vindas.




Eu já me acostumei com suas idas e vindas
Com suas desculpas,suas conversas
Simples motivações, assunto vago
São meias verdades controversas.


Nem sei por que ainda penso em ti
Mas penso. É caso consumado
Talvez, falta de vergonha, de caráter
Mas quem ama é mesmo alienado.


Perde o senso do respeito
Esquece de viver e vive outra vida
E ver no ser amado, seu motivo
De ver sua vida dividida.


Já nem penso mais em te ver. Desisti
Fico cá, refém de minha solidão
Se voltares, já que não tenho vergonha
Entra, a casa é tua, como teu é meu coração.

Coração em Dor.


                                                   

Noites mal dormidas
A maior indisposição
                                         Feridas abertas
                                    Maltratando o coração.


Como eu queria você por perto
Aliviando assim essa dor
Levando embora a saudade
Devolvendo o amor.

Distancia maldita
Que atormenta a vida
Atirando no abismo
Todos os planos e sonhos.

Fecho os olhos
Tentando te encontrar
E entre lembranças finjo
Que aqui você está.

Entregue a ilusão
Peço a Deus que me guarde
Com esperança de que um dia
Eu possa me salvar.

Com seus beijos amargos
Me envenenou
Correndo em minhas veias
só magoa e rancor. 
                                                 Espero que o tempo passe
                                                E te faça perceber
                                             Que eu fui de verdade
                                                   A única para você.

                                                  

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O relógio.



Relógio, meu amigo, és a vida em segundos...
Consulto-te: um segundo! E quem sabe se agora, como eu próprio, a pensar, pensará doutros mundos alma que filosofa e investiga e labora?

Há de a morte ceifar somas de moribundos.
O relógio trabalha... E um sorri e outro chora, nas cavernas, do mar ou antros profundos ou no abismo que assombra  e que assusta e apavora...

Relógio, meu amigo, és o meu companheiro , aos réus aos párias e ao morfético tem posturas de algoz e gestos de coveiro...

Relógio, meu amigo, as blasfêmias e a prece,tudo encerra o segundo, insólito-sintético:
A volúpia do beijo a a magoa que enlouquece!



Seio virgem.



Seio virgem  é o teu, oh natureza amiga, eternamente são e púbere e fecundo!
Virgem depois do parto em que geraste o mundo como após teres feito a pequena formiga!

Nunca aborte o teu ventre a semente que abriga ...
Que a semente seja um cadáver imundo que sirva de canteiro o vasto mar profundo é o mesmo sangue bom que a tua entranha irriga!

Virgem depois do parto oh milagroso seio , creio que tu és Deus  poderoso e infinito e que és carne e que  és luz e alvoredo e granito!

Virgem depois do parto! Oh natureza, eu creio foste tu que fizeste esse milagre outrora- conservar sendo mãe, virgem __ nossa senhora!


                                     

A dor.



Dor é vida se vivo é porque sofro e sinto o primeiro vagido é um hino ao sofrimento, é o olhar do moribundo é o ultimo lamento. Ambos vêm do sofrer e tem o mesmo instinto! A dor é sempre o eterno e gigantesco plinto que sustém prometeu olhando o firmamento, que depois se fez cruz e tornou-se em assento se quem sonha e comunga este trágico absinto. Fez Jesus ser um Deus e dante ser poeta, produziu o evangelho e os versos de lucano,fez Tolstoi- novo Cristo e fez Moisés-profeta! Do nascer da criança ao desbrochar da flor, do núcleo de uma ameba ao coração humano procurai que achareis a palpitar- a dor!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A música faz bem a alma independente do seu gosto.


                                         

A música é o modo divino de contar belas poesias poéticas coisas ao coração a música reduz o estresse alivia a ansiedade, aumenta a energia e melhora a memória. A música torna as pessoas mais inteligentes com mais auto estima, Sem música a vida seria um erro um cenário vazio um campo seco um posso sem água. A música é a taquigrafia da emoção O problema de todo ser humano é criticar as músicas alheia pois cada um tem o seu gostar  pode ser manifestado simplesmente pela musica que gosta que canta o importante é ser feliz sempre perguntando eu gosto e pronto é meu gosto musical é minha escolha é minha vida. Existe um significado para a música?' Minha resposta seria, Sim' E Você poderia dizer exatamente qual significado é? Minha resposta seria, Não todos nós se interessamos por coisas e ritmos diferentes.